Sociedade

Moçambique perde mais de 450 milhões de meticais devido ao contrabando da castanha de caju

O Governo, através do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, quer apertar o cerco no sentido de travar o contrabando de castanha de caju. Falando esta quarta-feira (07), em Maputo, na I Sessão do Comitê de Amêndoas, o ministro do pelouro, Roberto Albino, estimou que, nos últimos três anos, um total de 35 mil toneladas de castanha foi exportado ilegalmente, por meio de esquemas que lesaram o Estado na ordem de 457 milhões de meticais.

Roberto Albino considera ter chegado o momento de dar um ponto final, através de medidas concretas.
Parte dos casos, foi identificado através do cruzamento de informação dos serviços alfandegários dos países de destino, com destaque para a Índia e Vietname, que não correspondem com as declarações feitas pelos operadores nacionais.

Para além da castanha, o gergelim é outro dos produtos que lidera a lista da rede de contrabando. Actualmente, existe uma lista de 52 empresas que operam no País, as quais estão indiciadas de exportacao ilegal, representando uma factura de prejuízo para o Estado na ordem de 260 milhões de dólares.

Na ocasião, o governante explicou que este contrabando está igualmente a afectar as divisas no País, indicando ser preciso haver responsabilização criminal face aos casos. “Se queremos acabar com os contrabandistas em Moçambique, temos que criminalizar, temos que tratar como furto ao erário público. Tem que dar direito à cadeia”, concluiu.

 

(Foto DR)

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