Moçambique aprova novo preço de referência da castanha de caju

O preço de referência da castanha de caju ao produtor foi fixado em 48 meticais por quilograma para a campanha 2026/2027, representando um aumento de três meticais face ao valor praticado na campanha anterior.
A decisão foi tomada esta quarta-feira, 7 de Outubro, em Maputo, durante a primeira sessão do Comité de Amêndoas, que reuniu representantes do Governo, produtores e operadores da indústria do caju.
O Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, afirmou que a definição do novo preço constitui uma decisão importante para garantir maior previsibilidade aos intervenientes da cadeia de valor e manter a produção de caju economicamente atractiva para os produtores.
Na campanha 2025/2026, o preço de referência tinha sido estabelecido em 45 meticais por quilograma. Para a nova campanha, segundo o governante, foram considerados factores como os custos de produção, a qualidade da castanha, os preços internacionais, a taxa de câmbio, a capacidade da indústria nacional e as condições de procura nos principais mercados.
Roberto Albino destacou ainda que o caju está inserido num mercado internacional competitivo, onde a evolução dos preços da castanha em bruto e das amêndoas, os custos de transporte e logística e as condições de oferta nos países produtores e processadores influenciam directamente a remuneração dos diferentes intervenientes.
O ministro defendeu, por isso, a necessidade de equilibrar a remuneração dos produtores com a competitividade da cadeia de valor, sobretudo da indústria nacional de processamento e dos operadores de comercialização e exportação.
A nova referência de 48 meticais por quilograma pretende, assim, contribuir para o fortalecimento da cadeia de valor do caju, apoiar a indústria nacional e melhorar a posição de Moçambique nos mercados internacionais.
Imagem: DR
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