“Em apenas um ano fizemos coisas que, neste país, há partidos que existem há 40 ou 60 anos não conseguiram fazer”, afirma Mondlane

O líder da ANAMOLA sublinhou que o partido cresceu de forma estruturante em apenas um ano, enfrentando resistências tanto do partido no poder como da oposição, na sequência do II Conselho Nacional realizado em Maputo.
A liderança da ANAMOLA considera que o partido se transformou na força política mais desafiante da história recente de Moçambique. As declarações foram feitas por Venâncio Mondlane na esteira do II Conselho Nacional da formação política, realizado no passado sábado, 26 de Setembro, na capital do país.
De acordo com o presidente da ANAMOLA, o crescimento célere da organização provocou a multiplicação de adversários no panorama político nacional. Mondlane sustentou que tanto o partido no poder como as forças da oposição convergiram numa espécie de aliança contra o movimento, destacando, contudo, a solidez interna da sua estrutura.
“Em apenas um ano fizemos coisas que, neste país, há partidos que existem há 40 ou 60 anos não conseguiram fazer — coisas estruturantes”, declarou o dirigente. Para Venâncio Mondlane, a missão da ANAMOLA vai muito além da mera participação em ciclos eleitorais ou da conquista de assentos em órgãos como a Assembleia Municipal, Provincial ou a Assembleia da República.
No seu discurso perante os membros do partido, sublinhou que a prioridade central reside numa “responsabilidade geracional e histórica”. Concluindo a sua intervenção, o líder partidário argumentou que Moçambique enfrenta um período crítico de deriva institucional de longa data, exigindo uma reviravolta profunda no rumo político do país.




