Sociedade

CDD saúda recuo de Chapo no caso Banco de Moçambique e exige transparência nas nomeações públicas

O Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) saúda a decisão do Presidente da República, Daniel Chapo, de revogar a nomeação de Waldemar Fernando de Sousa para Governador do Banco de Moçambique, mas exige maior transparência nos processos de selecção e nomeação para cargos públicos.

No comunicado divulgado a 1 de Setembro, o CDD considera acertado o recuo presidencial, mas questiona a explicação de que a decisão resultou de “questões supervenientes”, defendendo que as razões da nomeação e posterior revogação devem ser claramente explicadas.

A organização entende que o processo deve servir também para reforçar os mecanismos de avaliação dos candidatos antes da tomada de decisões, sobretudo em cargos de elevada responsabilidade no Estado.

O CDD defende que critérios como competência, experiência, integridade e idoneidade devem ser previamente verificados e que o escrutínio não deve ocorrer apenas depois do surgimento de controvérsias públicas.

Entretanto, após a revogação da nomeação de Waldemar Fernando de Sousa, Felisberto Dinis Navalha foi indicado para assumir a liderança do Banco de Moçambique e tomou posse esta quarta-feira, 2 de Setembro, como novo Governador. A entrada em funções de Navalha encerra, assim, o impasse criado pela polémica em torno da anterior nomeação.

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