Economia

lucros da estatal Sociedade Moçambicana de Medicamentos caem quase 96%

A Sociedade Moçambicana de Medicamentos (SMM) por sinal a única empresa farmacêutica estatal registou, em 2025, uma queda de 98,5% nos lucros, o que corresponde a 10,1 mil milhões de meticais.

Nas suas demonstrações financeiras, a empresa apresenta um resultado líquido positivo em 2025, embora muito inferior ao lucro de 674,7 milhões de meticais registado em 2024. “Os ganhos extraordinários de 2024 resultaram de um aumento de valor na sequência de um aumento de capital social na Indústria Farmacêutica de Moçambique (INFARMA), realizado ao abrigo do acordo de acionistas, mantendo-se inalteradas as proporções de participação detidas pelos acionistas”, lê-se no documento.

“A queda seguiu-se aos resultados extraordinários registados em 2024, que foram atribuídos a um aumento do valor da participação financeira da empresa na (INFARMA), na qual detém uma participação de 49%”, acrescenta o comunicado citado pela AIM.

Segundo a empresa, as vendas diminuíram em 2025, passando de 123,3 milhões de meticais para 64,3 milhões de meticais, o que representa uma redução de quase 48%. As contas consolidadas revelam, de facto, um prejuízo de 74,6 milhões de meticais em 2025, após um lucro de 639,9 milhões de meticais em 2024.

“Verificou-se um aumento das contas a receber dos clientes, de 61,4 milhões de meticais para 87,2 milhões de meticais. A empresa enfrenta um risco significativo, uma vez que realiza a maior parte das suas vendas a crédito”, lê-se no documento.

Esta queda nos lucros ocorre num momento em que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) enfrenta uma escassez de medicamentos. De acordo com a Autoridade Nacional de Regulamentação de Medicamentos (ANARME) do País, foram roubados do SNS, durante o primeiro semestre de 2026, medicamentos e material médico-cirúrgico orçamentados em 20,8 milhões de meticais.

Nas suas operações de fiscalização do mercado e de combate à venda ilegal realizadas durante o primeiro semestre de 2026, a ANARME inspecionou 580 estabelecimentos públicos e privados e apreendeu quase 25 000 unidades de vários tipos de medicamentos pertencentes ao SNS.

 

(Foto DR)

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