Sociedade

Moçambique vai testar novos estabilizantes de solos para garantir estradas transitáveis em todas as províncias

O Governo moçambicano quer pôr fim ao ciclo de estradas que ficam danificadas a cada época chuvosa no país. Para o efeito, o Ministério dos Transportes e Logística e a Administração Nacional de Estradas (ANE) estão a priorizar a introdução de novas tecnologias e estabilizantes de solos na construção e manutenção das vias, com foco na durabilidade e resiliência climática.

A garantia foi dada esta segunda-feira, 29 de Junho, na Cidade de Maputo, pelo Ministro dos Transportes e Logística, João Jorge Matlombe, durante o Seminário de Divulgação de Novas Tecnologias para a Construção e Manutenção de Estradas. O evento surge no âmbito do programa governamental “Mais Estradas-2031”, que prevê a reabilitação e construção de mais de 3.500 quilómetros de vias em todas as províncias de Moçambique.

Actualmente, a rede rodoviária nacional enfrenta cenários complexos. Segundo o Director-Geral Adjunto da ANE, Miguel Coanai, cerca de 80% das estradas do país permanecem não pavimentadas. Este panorama desafiador é severamente agravado pela escassez de materiais adequados em várias regiões, pelos elevados custos de transporte desses mesmos recursos e pelos impactos cada vez mais severos das mudanças climáticas.

“Esta realidade coloca-nos desafios permanentes na construção, manutenção e conservação das infra-estruturas rodoviárias”, sublinhou Miguel Coanai, destacando que a ANE vai acompanhar com rigor científico a testagem e monitoria destas novas soluções em secções experimentais antes da sua adopção definitiva nos futuros projectos.

De acordo com o ministro João Jorge Matlombe, Moçambique tem estado a colher experiências e a testar diferentes tipos de estabilizantes ao longo do país, observando também as boas práticas dos países vizinhos da região. O governante explicou que o sector decidiu reunir empreiteiros, consultores e engenheiros para alinhar as soluções tecnológicas às especificidades de cada solo.

“Decidimos chamar a todos os empreiteiros para explicarem os diferentes tipos de estabilizantes que existem, as soluções que nós já testamos a nível do País e que estão a ser aplicadas e como é que nós podemos orientar os empreiteiros a fazer parte das soluções, em função das características dos solos de cada província”, revelou o Ministro dos Transportes e Logística.

Com o horizonte em 2031, o Executivo moçambicano espera que estas inovações garantam custos mais razoáveis e, acima de tudo, assegurem a transitabilidade contínua nos principais corredores de escoamento agrícola e na interligação entre os distritos e as províncias do país..

Imagem: DR

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