Internacional

Flávio Bolsonaro divulga nota pública no exterior e afirma liderar oposição fora do Brasil

O senador Flávio Bolsonaro divulgou uma “Nota Pública” dirigida ao povo brasileiro e à comunidade internacional, na qual confirma a sua saída do Brasil e a chegada aos Estados Unidos com a família.

No documento, composto por três páginas, o parlamentar declara-se ”o líder do Brasil” e justifica a sua viagem com alegações de alegada ”fraude eleitoral” e ”perseguição política” por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Logo no início do comunicado, Flávio Bolsonaro manifesta gratidão ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao ex-presidente norte-americano Donald Trump pelo acolhimento e pela ”segurança jurídica”. O parlamentar contesta o resultado das eleições, afirmando ter presenciado uma ”impossibilidade matemática”. Sustenta ainda que decisões judiciais de última hora alteraram as regras da votação no ”apagar das luzes’.

Na nota, o senador nega ter fugido do país, argumentando: ”não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de excepção para poder ser o líder que o meu povo merece”. Flávio afirma que não existe nenhum mandado de prisão contra si, mas classifica as medidas judiciais — tais como apreensão de passaportes e ameaças de restrição de liberdade — como parte de uma ”caça às bruxas politicamente motivada” para chantagear oposição.

Para fundamentar a sua permanência no estrangeiro, o político traça comparações históricas com figuras políticas e históricas que actuaram a partir do exílio, como Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí, Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado.

Dirigindo-se à comunidade internacional, às instituições brasileiras e aos parlamentares da oposição — citando especificamente o senador Rogério Marinho —, Flávio Bolsonaro pede que não se ”normalize” o cenário político actual do país. Compromete-se a assumir riscos e a liderar a oposição a partir do exterior, prometendo apresentar, nos próximos dias, estratégias para mobilizar apoiantes por meios pacíficos e legítimos.

Imagem: DR

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