Moçambique e Itáliaː Cooperação cultural mobiliza 122 académicos em 10 anos

A cooperação cultural entre Moçambique e Itália mobilizou, nos últimos 10 anos, um total de 122 académicos, e mais de 30 concertos musicais, e acções de capacitação que beneficiaram mais de uma dezena de professores nas áreas de teoria e harmonia e instrumentos musicais.
A parceria cultural contribuiu, ainda, para que 11 estudantes beneficiassem de bolsas de estudo.
Os dados, de acordo com a AIM, foram anunciados no âmbito da passagem de 10 anos do Erasmus+, um programa da União Europeia que inclui a cooperação cultural entre a Fundação MUSIARTE, o Conservatório de Música e Arte Dramática em Moçambique, e a sua congénere da Itália.
Falando em conferência de imprensa, esta semana, em Maputo, a fundadora da MUSIARTE, Stela Mendonça, destacou como ganhos a cooperação cultural com o Conservatorio di Música Agostino Steffani, e de Castelfranco Veneto.
Salientou que o currículo cultural moçambicano ficou mais imbuído da experiência italiana.
A mobilidade de moçambicanos e italianos entre si, segundo a pesquisadora Stela Mendonça, constituiu uma oportunidade para apetrechar a MUSIARTE.
O desenvolvimento curricular envolve duas universidades moçambicanas, a Eduardo Mondlane (UEM) e a Pedagógica (UP).
“Neste contexto da mobilidade, nós tivemos vários alunos que tiveram a sua primeira possibilidade de saírem de Moçambique para irem a um verdadeiro Conservatório, onde as pessoas não sabiam como é que essas instituições funcionam, como é que é o estudo, e qual é o currículo”, disse citado na publicação.
De acordo com Mendonça, bolseiros moçambicanos adquiriram, na Itália, a licenciatura e mestrado em Artes, graças ao programa Erasmus+ e a colaboração intrínseca entre os dois Conservatórios, cujos dez anos de cooperação terão o seu momento de celebração nos dois países.
“A celebração será assinalada com dois concertos comemorativos: 23 de Outubro, no Auditório da MUSIARTE, em Maputo; e três de Novembro, no Teatro Académico de Castelfranco Veneto, Itália”, revelou.
Por seu turno, o coordenador do Erasmus+, Damiano Lazzarani, assegurou continuar apostado no programa, uma vez que a troca de experiências entre os moçambicanos e italianos traz uma enorme bagagem cultural para ambos povos.
Afirmou que a cooperação entre a União Europeia e Moçambique não pode estar assente mais nas áreas políticas, devendo singrar igualmente na área da cultura.
“Trata-se de uma cooperação muito valiosa porque traz um desenvolvimento sustentável da cultura, dos humanos e busca alicerces no crescimento humano”, vincou.
Nas celebrações dos 10 anos do Erasmus+, no início de Novembro próximo, haverá um espectáculo na Itália.
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