Governo moçambicano e TotalEnergies divergem sobre compensações de 4,5 mil milhões de dólares

O Presidente da República, Daniel Chapo, e o presidente executivo da TotalEnergies, Patrick, continuam sem consenso sobre as compensações financeiras reclamadas pela petrolífera francesa no âmbito do projecto de gás natural liquefeito (GNL), avaliado inicialmente em 20 mil milhões de dólares, em Cabo Delgado.
Segundo a publicação Africa Intelligence, as divergências estão relacionadas com os custos adicionais que a empresa pretende recuperar devido à suspensão das actividades durante cerca de quatro anos, em consequência da insurgência armada na província.
Em Outubro de 2025, a TotalEnergies comunicou ao Governo moçambicano um aumento de 4,5 mil milhões de dólares nos custos do projecto e solicitou, entre outras medidas, uma extensão de dez anos do período de desenvolvimento e produção, como forma de compensar parcialmente os impactos da paralisação.
O Governo moçambicano determinou uma auditoria independente para verificar os custos apresentados pela concessionária, procurando assegurar que os valores reclamados sejam devidamente comprovados antes da sua validação.
Apesar das divergências financeiras, as actividades do projecto foram oficialmente retomadas em Janeiro de 2026, após o levantamento da cláusula de força maior, declarada em 2021.
A resolução do diferendo é importante para a continuidade do investimento e para a definição das condições financeiras de um dos maiores projectos energéticos em curso no país.
Imagem: DR
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