Sociedade

Moçambique revê o crescimento do PIB para 0,9% devido a choques climáticos

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique foi revisto em baixa para 0,9%, contra os 2,8% inicialmente projectados pelo Governo, devido ao impacto das cheias, choques económicos e outros factores que continuam a pressionar a actividade económica.

A informação foi avançada esta quarta-feira (07), em Maputo, pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, que assinalou que a economia moçambicana continua a apresentar um crescimento moderado, apesar dos sinais de recuperação registados em alguns sectores.

“Os choques económicos e os efeitos das cheias continuam a afectar o desempenho da economia, condicionando a recuperação do crescimento. Há sinais de retorno, mas a situação inspira cuidados e o Governo está a trabalhar no sentido de inverter o cenário”, disse o governante.

Perante os riscos associados aos fenómenos climáticos extremos, o Governo está a implementar medidas de recuperação das áreas afectadas pelas cheias de 2026 e a preparar acções de mitigação e prevenção dos possíveis efeitos do fenómeno El Niño.

De acordo com Valá, existem previsões de ocorrência de seca em 52 distritos, situação que poderá afectar os meios de subsistência das famílias e exercer pressão adicional sobre a actividade económica.

O Governo, acrescentou, está a adoptar medidas preventivas para reduzir o impacto do fenómeno sobre as populações e a actividade produtiva. “Existem medidas concretas de precaução que o Governo está a tomar, para que, quando chegar o fenómeno El Niño, não abale muito os meios de vida das famílias”, explicou.

Citado numa publicação da AIM, o ministro destacou igualmente o apoio dos parceiros de cooperação, incluindo o Banco Mundial, no financiamento das acções de reconstrução, mitigação dos efeitos das cheias e preparação para eventuais impactos do El Niño.

Segundo Valá, os efeitos deste fenómeno climático poderão ultrapassar as fronteiras nacionais, afectando igualmente outros países.

O ministro falava à margem da II Conferência Nacional de Financiamento Climático, que decorre em Maputo e tem como objectivo fortalecer o ecossistema nacional de financiamento climático e impulsionar investimentos orientados para um desenvolvimento sustentável e resiliente.

 

(Foto DR)

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