Internacional

Nobel de Química atribuído por descobertas que contribuem para desenvolvimento de medicamentos

O Prémio Nobel de Química foi atribuído na quarta-feira ao francês Henri Kagan e ao japonês Kenso Soai por terem descoberto como fabricar moléculas que existem em duas versões “espelho” uma da outra. Uma descoberta considerada importante para o desenvolvimento de medicamentos.

O prémio foi atribuído “pela descoberta dos efeitos não lineares e da autocatálise na síntese orgânica assimétrica”, anunciou hoje o Comité do Prémio Nobel ao referir que as descobertas de Henri Kagan, 95 anos, professor jubilado da universidade de Paris-Saclay e de Kenso Soai, de 76 anos, professor na Universidade de Ciências Naturais de Tóquio, permitiu desvendar um enigma que “durante muito tempo foi um mistério para os químicos”.

“Muitas moléculas existem em duas versões, tal como as mãos: são uma imagem que espelha a outra; são parecidas, mas não são iguais”, explicitou o Comité Nobel da Química ao referir que apesar de esse tipo de moléculas serem a imagem ao espelho uma da outra, apenas uma pode ser eficaz, enquanto a outra pode ser inútil ou até prejudicial.

“Estas descobertas desempenharam um papel decisivo para os químicos que desenvolvem reacções destinadas ao fabrico de produtos farmacêuticos”, saudou ainda o Comité Nobel em comunicado citado pela RFI.

Uma parte deste sector, a catalisação assimétrica, já tinha sido distinguida pelo Comité Nobel em 2001. Mas não o professor Henri Kagan, apesar de ele ser considerado em França o “pai” desta técnica, o que tinha levado na época o Ministério francês da Investigação a manifestar o seu descontentamento.

Refira-se que para além do Nobel de Química ter sido atribuído nesta quarta-feira, ainda faltam ser conhecidos amanhã o Nobel de literatura, o da Paz na sexta-feira e o Nobel de economia na próxima segunda-feira.

 

(Foto DR)

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