Sociedade

Operação apreende 2.600 toneladas de arroz falsificado sob o rótulo PRIMA na cidade da Beira

Uma operação multissetorial realizada na cidade da Beira resultou na suspensão preventiva de uma empresa de armazenamento de arroz e na apreensão de cerca de 2.600 toneladas do produto. A fiscalização apurou que o estabelecimento, que detinha licença apenas para o armazenamento regular do cereal, dedicava-se a reembalar arroz de terceira qualidade em sacos de marcas de primeira linha para comercialização em mercados locais.

De acordo com Inocêncio Vilimo, coordenador provincial de Inspeção-Geral de Segurança, o esquema consistia na aquisição de arroz mais barato — comercializado originalmente sob a marca Hoki — para posterior transvase para sacos da marca Prima, induzindo os consumidores em erro quanto à qualidade e origem do produto adquirido a preços elevados.

As diligências revelaram ainda graves riscos para a saúde pública. Os inspectores constataram que grandes quantidades de arroz eram mantidas em condições de armazenamento e secagem impróprias após sofrerem humidade. O produto falsificado era distribuído em mercados de referência da cidade, como o Goto e Maquinino.

Face à gravidade das infracções, que configuram violações dos direitos do consumidor e atentados à saúde pública, a inspecção determinou a suspensão imediata das actividades da empresa. A acção conjunta contou com a participação do Conselho Municipal da Beira, do sector da Saúde, do SERNIC, do Ministério Público e da Polícia da República de Moçambique (PRM). As autoridades garantem que os responsáveis serão devidamente responsabilizados.

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