Inhambane: Governo suspende actividades de mineradora chinesa em Vilankulo

O Governo acaba de suspender as atividades da mineradora chinesa na comunidade de Quewene, em Vilankulo, província de Inhambane. A medida surge na sequência de suspeitas de exploração ilícita de areias pesadas e de denúncias de violação de direitos dos trabalhadores.
De acordo com uma publicação do jornal Notícias, a intervenção governamental surge após denúncias da população local, alarmada com a intensa movimentação de máquinas pesadas e equipamentos de dragagem na região. Confrontada pelas autoridades, a mineradora chinesa alegou que não estava a realizar a extracção do minério, mas sim a efectuar testes técnicos ao equipamento enquanto aguarda a emissão da licença oficial de exploração.
A justificação foi rejeitada pela equipa de inspecção despachada ao local, que ordenou a paralisação imediata dos motores. As operações só poderão ser retomadas após a apresentação da devida licença de exploração de areias pesadas.
Além do incumprimento das normas legais de exploração, a suspensão responde a queixas apresentadas pelos trabalhadores. A equipa de fiscalização constatou cenários de alegados maus-tratos, contratos de trabalho precários, despedimentos sem justa causa e cumprimento dos compromissos de responsabilidade social junto da comunidade de Quewene.
O administrador do distrito de Vilankulo, José Jeremias, assegurou que o executivo já accionou as medidas necessárias para pôr fim às irregularidades e garantir a responsabilização da empresa nos termos da lei moçambicana.
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