Governo coloca Porto da Beira no centro estratégico para importação de arroz

O Porto da Beira, na província de Sofala, deverá assumir um papel estratégico no novo modelo de importação de arroz definido pelo Governo, com o Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) a reforçar a coordenação da entrada e movimentação do cereal através daquela infra-estrutura portuária.
Segundo uma publicação da AIM, a nova abordagem foi discutida num encontro operacional que reuniu uma delegação central do ICM, liderada pelo director-geral adjunto, Carlos Langa, representantes da Cornelder de Moçambique e da ICM Logistics. O objectivo foi alinhar os procedimentos relacionados com a importação de cereais.
As partes analisaram medidas para tornar mais rápida e eficiente a recepção e movimentação de arroz e trigo, desde a chegada dos navios até ao tratamento das cargas no recinto portuário.
Com a centralização da importação de arroz, o ICM passa a assumir um papel mais central na coordenação do processo, em articulação com os operadores envolvidos nas diferentes etapas da operação portuária.
Entre as medidas discutidas está a criação da figura do Agente Portuário, responsável por acompanhar directamente as operações de importação de cereais e salvaguardar os interesses do ICM durante a movimentação das cargas. A nova função permitirá ao instituto acompanhar mais de perto o percurso das cargas e intervir perante eventuais constrangimentos que possam atrasar as operações.
O encontro serviu ainda para definir prioridades na atracação dos navios que transportam arroz e trigo, tendo em conta as disposições do Diploma Ministerial n.º 31/2026, de 24 de Abril. A definição antecipada dessas prioridades deverá melhorar a articulação entre os intervenientes e dar maior previsibilidade à recepção e movimentação dos navios que chegam ao Porto da Beira com cereais destinados ao mercado nacional.
Neste contexto, a articulação entre o ICM, a Cornelder de Moçambique e a ICM Logistics será determinante para assegurar que as decisões institucionais sejam acompanhadas por procedimentos operacionais adequados no porto.
O novo modelo estabelece, assim, responsabilidades mais claras, reforça o acompanhamento do ICM e prevê uma intervenção mais directa na gestão das cargas, numa altura em que o Governo procura tornar mais coordenada a entrada de arroz no País.
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