Economia

Moçambique procura investimento da Coreia do Sul para industrializar recursos

O Governo moçambicano insta empresários sul-coreanos a investir no processamento local de gás natural e minerais críticos. O objectivo é romper com o modelo de exportação de matérias-primas brutas para acelerar a industrialização e aumentar a criação de empregos no País.

Durante a abertura do Fórum de Negócios Moçambique-Coreia do Sul, que realizou-se na última sexta-feira (11), a Secretária de Estado da Indústria, Custódia Paúnde, defendeu que a tecnologia sul-coreana seja aplicada no processamento de recursos e no desenvolvimento das indústrias química, metalúrgica e alimentar. A governante, citada pelo portal “port pravda”, destacou a viabilidade de cooperação em energias verdes, tecnologia e descarbonização das cadeias de valor, assegurando que o Estado implementa reformas para garantir maior segurança e previsibilidade aos investidores.

Por sua vez, o presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Álvaro Massingue, enfatizou que a cooperação deve ir além do nível governamental, focando-se no envolvimento directo entre empresas. Massingue apontou os sectores de gás natural e energia; mineração e infra-estruturas e de agricultura, manufactura e logística como prioritários para parcerias.

“É fundamental que os investimentos tragam capital e inovação, mas também a transferência de tecnologia e a integração de empresas moçambicanas nas cadeias de valor através de joint ventures e fornecimento local de bens e serviços”, disse o dirigente da CTA.

O Embaixador da República da Coreia em Moçambique, Bok-Won Kang, afirmou que a relação económica entre os dois países entrou numa nova fase. Embora o gás natural seja o sector mais visível, Kang sublinhou que a parceria já abrange a rede eléctrica, energia solar, saneamento, segurança pública e distribuição farmacêutica.

O diplomata referiu a existência de projectos coreanos em províncias como Tete e Niassa, defendendo que a actual dinâmica de contactos deve converter-se em novos contratos e investimentos concretos.

“A nossa cooperação económica não é mais um plano em papel ou uma possibilidade distante. Ela já é realidade nas vidas diárias dos povos moçambicanos. A Coreia e o Moçambique podem ir mais longe”, concluiu o diplomata.

 

(Foto DR)

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