Como a Vulcan superou a crise internacional do carvão e transformou Moçambique em referência mundial

Moçambique consolidou o seu posicionamento no mapa global dos fornecedores de carvão metalúrgico. Num contexto em que a queda de preços no mercado internacional obrigou diversas empresas a encerrarem operações em países como Canadá, Estados Unidos e Austrália, o território moçambicano destacou-se por marchar na contramão da crise global.
A revelação foi feita pelo PCA da Vulcan Moçambique, Mukesh Kumar, durante a 61ª edição da FACIM. De acordo com o gestor, a empresa consolidou-se nos últimos três anos como a maior operadora integrada de carvão metalúrgico do mundo — da mina ao porto —, saltando de um patamar de 20 a 22 milhões de toneladas para cerca de 50 milhões de toneladas anuais. Esse desempenho permitiu que as exportações do país crescessem em torno de 35% mesmo diante de um cenário adverso de retração de mercado.
Mais do que expandir a produção de coque — preferido pelos produtores globais de aço devido à sua alta qualidade —, a companhia tem direccionado esforços para cumprir uma diretriz de responsabilidade social e crescimento inclusivo alinhada à visão do Presidente da República, Daniel Chapo. Os investimentos abrangem infra-estruturas locais, apoio a hospitais, fornecimento de água potável, distribuição de kits escolares e programas voltados para combater o abandono escolar e o casamento prematuro de raparigas.
Na vertente ambiental e operacional, a estratégia corporativa aposta no conceito de “zero desperdício”. A companhia está a avançar com a instalação de uma central de transformação de resíduos em energia de 300 megawatts, aproveitando materiais que anteriormente iam para aterros sanitários. Com isso, a meta declarada é alinhar o desenvolvimento económico do país aos princípios de zero descargas, zero resíduos e dano zero para a sociedade e para o ambiente.
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