Director da FIFA despedido após críticas ao plano de venda de participações do Mundial

É a segunda peça a cair de um puzzle que já nem sequer tem caixa. Kevin Lamour, até aqui director de Operações da FIFA, foi dispensado depois de ter criticado abertamente o plano de Gianni Infantino de vender participações do Campeonato do Mundo e das restantes competições do organismo a investidores privados.
No final de Julho, antes ainda de Gianni Infantino desistir da ideia, o conselheiro sénior Carlos Cordeiro já tinha publicamente apresentado a demissão. Agora, Kevin Lamour foi convidado a abandonar o cargo — semanas depois de, num comunicado enviado à Associated Press, se ter colocado completamente à margem do projecto do presidente da FIFA, garantindo desde logo que tinha a noção de que podia estar a colocar a própria posição em risco.
“É o projecto de uma pessoa. O projecto não deve seguir em frente e chegou a hora de os líderes políticos do futebol fazerem as perguntas certas e tomarem as decisões certas. Se isso significa que eu fico sem o meu emprego, que assim seja. Vou compreender e respeitar essa decisão. Pelo menos vou dormir bem hoje à noite”, escreveu, acrescentando que os funcionários da FIFA ficaram “desiludidos” com o plano de Gianni Infantino e que o presidente do organismo “acredita que é a encarnação da FIFA enquanto era suposto estar ao seu serviço”.
“Os meus colegas merecem mais do que desdém e intimidação. O meu sentimento é de que todos queremos sentir orgulho por trabalhar para a FIFA e hoje, infelizmente, esse já não é o caso para muitos de nós”, acrescentava Kevin Lamour, num comunicado tornado público precisamente no mesmo dia em que Carlos Cordeiro apresentou a demissão.
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