Moçambique quer deixar de importar hortícolas até final de 2027

Moçambique pretende pôr fim à importação de hortícolas e batata até ao final de 2027, por considerar que o país reúne as condições para alcançar a autossuficiência na produção.
De acordo com o jornal domingo, a garantia foi dada esta quinta-feira, no distrito de Chókwè, província de Gaza, pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino.
O governante falava junto dos produtores das províncias de Gaza e Maputo, durante as celebrações do Dia do Campo.
No evento foram apresentadas 38 tecnologias de produção, incluindo novas variedades de tomate com potencial para atingir até 190 toneladas por hectare.
Na ocasião, o governante afirmou que o Executivo está determinado a criar condições para que o país deixe de importar produtos hortícolas, privilegiando a produção nacional.
“Estamos firmes para tudo fazermos para que Moçambique deixe de importar hortícolas. Tudo faremos para tornar esse desejo possível, proteger a nossa economia, criar emprego, poupar divisas e produzir para alimentar Moçambique”, garantiram os produtores, segundo cita o “domingo”.
O ministro disse ainda que a contínua importação de hortícolas representa uma perda de oportunidades para a economia nacional, uma vez que implica saída de divisas e limita a criação de empregos, sobretudo para jovens e mulheres.
“O país está a importar inflação. Estamos a gastar divisas que não temos e a perder a oportunidade de empregar os nossos irmãos moçambicanos. Cada caixa de tomate que atravessa a fronteira representa um emprego perdido e recursos que poderiam ser investidos em tecnologias e equipamentos agrícolas”, afirmou.
Segundo a fonte, as capacidades de investigação e de produção já demonstram que Moçambique pode cultivar, de forma competitiva e sustentável, produtos como tomate, cebola, batata e repolho durante os 12 meses do ano, reduzindo a necessidade de recorrer às importações.
Para concretizar a meta, o Governo anunciou que vai trabalhar em estreita colaboração com os produtores e agentes do comércio agrícola, incluindo a Associação Mukero, com vista a reorganizar a cadeia de abastecimento e integrar os actuais importadores no mercado interno.
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