INAM activa alerta máximo de seca e exige planos de emergência em vários distritos do país

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) iniciou a monitoria mensal dos accionadores dos Planos de Acções Antecipadas (PAAs) para a época chuvosa de 2026/2027.
Com base nas previsões climáticas sazonais emitidas pelo Centro Europeu de Previsão do Tempo a Médio Prazo (ECMWF), o cenário que se desenha para a primeira janela do período agrícola, que compreende os meses de Outubro de 2026 a Janeiro de 2027, exige atenção redobrada devido ao risco de seca em várias províncias do país, nomeadamente Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala, Manica, Tete e Cabo Delgado. O sistema opera numa lógica de dupla confirmação estruturada nas etapas Ready, Set e Go!, servindo para validar os alertas e prever os impactos na campanha agrícola.
Os dados mais recentes, actualizados em Julho de 2026, revelam que uma parte significativa do território nacional já entrou na fase crítica “SET”, representada pelo tom acastanhado, o que exige a activação imediata dos planos e a implementação das acções antecipadas à seca. Na categoria de seca severa sob este alerta máximo, encontram-se os distritos de Mapai, Massangena, Chigubo, Mabote, Funhalouro, Massinga e Jangamo. Adicionalmente, a fase de activação para seca moderada abrange Chicualacuala, Massingir e Homoine, enquanto os distritos de Magude e Cahora Bassa foram colocados em fase “SET” para seca leve.
Por outro lado, o tom alaranjado do mapa do INAM coloca em estado de prontidão, ou fase “READY”, dezenas de outras regiões que precisam de acompanhar de perto a evolução das condições meteorológicas para os meses seguintes. Sob o risco de seca severa nesta etapa de preparação, listam-se os distritos de Changara, Chibuto, Mabalane, Marara, Machanga, Magoé, Beira, Govuro, Guro, Machaze, Mutarara, Panda, Chiuta e Namuno. O estado de prontidão para seca moderada foca-se nos distritos de Chiúre e Moamba, ao passo que a preparação para seca leve envolve as regiões de Caia, Chemba, Guijá, Chibabava, Tambara e Muanza.
Este esforço de previsão e aviso prévio, elaborado pelo Departamento de Pesquisa e Aplicações da Meteorologia do INAM, desempenha um papel fundamental na mitigação de desastres naturais em Moçambique. O objectivo principal desta monitoria contínua é antecipar os impactos da estiagem sobre a produção agrícola local, garantindo que as autoridades governamentais, as comunidades e os parceiros humanitários consigam tomar medidas preventivas robustas antes que os efeitos da falta de chuva prejudiquem de forma severa a segurança alimentar da população.
Imagem: DR




