Thera Dai toma posse esta quarta-feira como nova bastonária da OAM

Cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos sociais para o triénio 2026–2029 realiza-se esta quarta-feira em Maputo, após uma participação eleitoral recorde superior a 72%.
A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) realiza, esta quarta-feira, 8 de Julho, a cerimónia oficial de tomada de posse da Bastonária Eleita, Dra. Thera Rosalina Tobias Joaquim Dai. O evento, agendado para as 9 horas no Centro Cultural Moçambique-China, na capital do país, marca um ponto de viragem histórico na instituição com a ascensão da primeira liderança feminina em mais de três décadas de existência da organização.
A eleição da Dra. Thera Dai e dos restantes membros dos órgãos sociais para o triénio 2026–2029 culminou um processo democrático interno considerado memorável pela classe. De acordo com a nota de “Exortação à Classe” emitida pelo Bastonário cessante, Carlos Martins, o escrutínio registou uma mobilização sem precedentes, alcançando uma taxa de participação histórica superior a 72% dos advogados e advogados estagiários inscritos.
Este expressivo envolvimento massivo é interpretado pela liderança da OAM como uma demonstração inequívoca do compromisso renovado dos profissionais do Direito moçambicanos com a consolidação, a independência e os valores éticos que regem o exercício da advocacia em Moçambique.
O mandato que agora inicia ganha um simbolismo institucional particular: pela primeira vez nos 32 anos de história da Ordem dos Advogados de Moçambique, a liderança máxima será exercida por uma mulher. O anúncio tem sido amplamente saudado como um passo crucial para a representatividade de género nas esferas de topo do sistema judicial moçambicano.
Na sua mensagem de despedida e apelo à união, Carlos Martins sublinhou que a presença de cada colega na cerimónia representa um testemunho vital de coesão e respeito pelas instituições construídas em conjunto. O Bastonário cessante reforçou a necessidade de a classe se manter firme e unida na defesa intransigente do Estado de Direito, da realização da justiça distributiva, da estabilidade democrática e das liberdades fundamentais dos cidadãos.
“É tempo de renovarmos o nosso compromisso… acima das diferenças próprias de um processo eleitoral democrático, prevalece a missão comum de servir a advocacia e a sociedade moçambicana”, enfatizou Martins no documento, instando todos os membros a honrarem o legado da instituição e a contribuírem ativamente para este novo ciclo de fortalecimento institucional.




