Forças Armadas da RDC denunciam ataques mortais com drones da coligação M23 contra alvos civis

O Estado-Maior General das Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC) emitiu este domingo, 5 de Julho, um comunicado oficial onde condena veementemente uma nova onda de ataques e violações de direitos humanos perpetrados na instável região leste do país.
Segundo o comunicado, a coligação rebelde RDF/AFC-M23 realizou intensos bombardeamentos nos dias 4 e 5 de Julho, recorrendo a drones armados de alta tecnologia do tipo TB2. As incursões aéreas visaram de forma directa várias zonas habitadas e localidades civis nas províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, resultando em graves perdas de vidas humanas e pesados danos materiais.
A situação é descrita pelo comando militar como sendo particularmente dramática em Baraka, uma importante cidade situada na província de Kivu do Sul. De acordo com um balanço provisório avançado pelas autoridades congolesas, o mais recente ataque aéreo fez dezenas de mortos e feridos entre a população civil, engrossando o que classificam como “uma longa lista de atrocidades” cometidas contra as comunidades locais.
Para além das acções de bombardeamento, o exército da RDC denunciou publicamente a detenção e o aprisionamento arbitrário de jovens cidadãos nas áreas territoriais actualmente sob ocupação da coligação rebelde. Conforme detalha o comunicado, estas detenções estão a ser levadas a cabo sob o pretexto infundado de uma suposta cumplicidade ou ligação destes jovens com as Forças Democráticas pela Libertação do Ruanda (FDLR).
Diante do agravamento da crise humanitária e do sofrimento das populações na região oriental da RDC, as FARDC vieram a público reiterar que as comunidades civis não podem, sob circunstância alguma, ser tomadas como alvos militares ou submetidas a represálias que violem os tratados e os princípios mais elementares do Direito Internacional Humanitário.
Na mesma nota, a liderança militar saudou o “patriotismo, a coragem e a resiliência” dos habitantes de Kivu do Norte e Kivu do Sul, que continuam a enfrentar o impacto directo da guerra de agressão imposta ao território congolês. O exército conclui apelando à união nacional e à vigilância em torno das instituições do Estado, reafirmando o compromisso inabalável de defender a integridade territorial e a soberania nacional, mesmo que para isso seja necessário o sacrifício supremo das forças de defesa.
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