Sociedade

Crédito no País: Prime Rate Mantém-se em 15,50% para Julho

A Associação Moçambicana de Bancos (AMB) anunciou que a Prime Rate do Sistema Financeiro Moçambicano vai fixar-se em 15,50% no mês de Julho de 2026.

O valor resulta da conjugação do Indexante Único de 9,30%, calculado pelo Banco de Moçambique, com o Prémio de Custo de 6,20%, da responsabilidade da AMB. Todos os dados detalhados sobre estas atualizações constam do documento oficial intitulado “prime-rate-e-spread-de-risco-de-julho-de-2026-bancos-comerciais-microfinanças.pdf”.

Esta taxa de referência é aplicada obrigatoriamente a todas as operações de crédito de taxa de juro variável — o que inclui novos contratos, renovações e renegociações — no seio das instituições de crédito e sociedades financeiras a operar no país. O custo final para o bolso dos cidadãos e das empresas dependerá, contudo, do spread (margem de lucro e risco) adicionado por cada banco comercial ou instituição de microfinanças.

Para quem procura financiamento bancário tradicional no próximo mês, os spreads indicativos variam fortemente consoante a instituição e o produto. No Crédito à Habitação, o Absa e o Moza Banco apresentam spreads de 3,00% e 2,00%, respetivamente, enquanto o BCI fixa a sua margem indicativa em 4,50%. O Standard Bank posiciona-se nos 3,31%. No Crédito ao Consumo, o Standard Bank lidera com a margem mais baixa de 1,00%, seguido pelo MBIM com 4,00% e Nedbank com 5,00%. O Absa e o FNB registam as taxas indicativas mais elevadas, com 10,75% e 10,00%, respetivamente.

Estes spreads são puramente indicativos, sendo que a concessão efetiva do dinheiro continua estritamente sujeita à análise de risco de cada balcão. Cada instituição bancária avaliará o historial de crédito, as garantias apresentadas e a real capacidade de endividamento de cada mutuário antes de avançar com o financiamento.

Para o segmento de microfinanças, os spreads para o crédito ao consumo, com prazos que variam entre 6 a 84 meses, são substancialmente superiores, refletindo o perfil de risco do setor. O MyBucks Mozambique MCB apresenta spreads que oscilam entre 32,50% e 45,45%. Por sua vez, o Socremo fixa a sua margem indicativa de consumo em 44,50%. Já o Banco Letshego adota uma postura diferente e mantém uma taxa padronizada e estável de 14,00% para todos os prazos de consumo listados no documento.

De acordo com o comunicado da AMB, os bancos exigem condições genéricas rígidas para dar luz verde aos financiamentos, tais como ser cliente da respetiva instituição há, pelo menos, 6 meses com histórico de transações regular. É também obrigatória a ausência total de incidentes registados na Central de Registos de Crédito do Banco de Moçambique e a apresentação de uma livrança em branco pelo cliente.

Para o crédito à habitação nos bancos comerciais, exige-se ainda que o valor a financiar não ultrapasse a taxa de esforço máxima de 30% do rendimento líquido mensal do cliente, além de uma hipoteca do imóvel avaliada com cobertura mínima de 120% do crédito. Já nas microfinanças, o cenário muda ligeiramente, com a taxa de esforço máxima permitida para habitação sobre o agregado familiar a subir para 40%.

Imagem: DR

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo