Sociedade

Moçambique reclama desembolso de fundos prometidos para reconstrução

O Presidente da República, Daniel Chapo, considera fundamental o cumprimento dos compromissos financeiros assumidos pelos parceiros internacionais para garantir a reconstrução das zonas afectadas por calamidades em Moçambique.

O Chefe do Estado falava quinta-feira (15), na abertura do primeiro Congresso Internacional da Acção Humanitária e Cooperação, que decorre na cidade da Beira, província de Sofala, num contexto em que o País continua a enfrentar os efeitos de fenómenos climáticos extremos.

Citado pela AIM, Chapo recordou que, após a passagem dos ciclones Idai e Kenneth, em 2019, uma conferência internacional de doadores anunciou cerca de 10,2 mil milhões de dólares para apoiar a reconstrução. Contudo, mais de sete anos depois, apenas aproximadamente um terço desse montante tinha sido desembolsado.

O governante considerou que a diferença entre os compromissos anunciados e os recursos efectivamente disponibilizados constitui um desafio para os esforços de recuperação e para a capacidade de resposta às necessidades das populações afectadas.

O Presidente referiu igualmente os prejuízos provocados pelas cheias e inundações mais recentes, indicando que o Governo está a mobilizar cerca de 1,6 mil milhões de dólares para apoiar a reconstrução.

Na sua intervenção, destacou a importância de fortalecer os mecanismos de prevenção, melhorar a preparação das comunidades e reforçar a coordenação entre as instituições públicas e os parceiros humanitários.

Por sua vez, a coordenadora residente e humanitária das Nações Unidas em Moçambique, Catherine Sozi, defendeu uma resposta humanitária mais rápida, coordenada e próxima das populações, alertando para o aumento das necessidades de assistência, a intensificação dos desastres climáticos e a persistência da insegurança no norte do País.

“A acção humanitária é uma responsabilidade partilhada, e deve ser liderada no âmbito nacional”, afirmou, salientando que cabe ao Governo conduzir a resposta, enquanto as Nações Unidas e os parceiros internacionais devem apoiar essa liderança e reforçar as capacidades nacionais.

Já o reitor da Universidade Licungo, Boaventura Aleixo, destacou o carácter científico e institucional do congresso, concebido para promover a partilha de experiências e a construção de parcerias entre a academia, as instituições públicas, as organizações humanitárias, a sociedade civil e os parceiros internacionais.

(Foto DR)

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