Dragagem do Porto de Maputo está avaliada em 150 milhões de dólares

O Presidente da República defende que o aprofundamento do canal de acesso ao Porto de Maputo é estratégico para reforçar a competitividade de Moçambique, atrair investimentos e aumentar a capacidade de produção e exportação do país.
Falando no lançamento do projecto de dragagem, o Chefe do Estado afirmou que a intervenção deverá permitir a entrada de navios de maior dimensão e eficiência, complementando os investimentos realizados nos terminais portuários e noutras infra-estruturas de movimentação de carga.
Avaliada em cerca de 150 milhões de dólares, a obra integra um programa de investimentos no Porto de Maputo superior a dois mil milhões de dólares.
O objectivo, segundo referiu o Presidente, é preparar o porto para responder às necessidades actuais e competir no sistema logístico regional e internacional nas próximas décadas.
“Esta transformação tem também uma dimensão regional. O Porto de Maputo serve a economia moçambicana, mas liga igualmente importantes centros industriais e produtivos da África do Sul, do Reino de Eswatini, do Zimbabwe, do Botswana e de outros países da região aos mercados internacionais”, afirmou.
Na sua intervenção, defendeu igualmente que os corredores de desenvolvimento devem gerar benefícios para a economia nacional, criando oportunidades para os transportadores moçambicanos, pequenas e médias empresas, jovens e mulheres, além de contribuírem para a geração de receitas para o Estado.
Para o Chefe do Estado, a competitividade portuária depende não apenas das infra-estruturas marítimas, mas também da eficiência das estradas, das fronteiras, dos sistemas de pagamento e dos operadores logísticos.
Defendeu, por isso, que as instituições envolvidas devem funcionar de forma integrada, de modo a evitar que procedimentos administrativos desnecessários comprometam os ganhos dos investimentos.
“Não podemos investir milhões de dólares para reduzir horas no mar e depois perder essas poupanças ou dias ganhos no mar até ao cais, em procedimentos administrativos desnecessários, depois de as mercadorias terem chegado ao porto. Não podemos aprofundar o canal e manter obstáculos burocráticos à superfície”, afirmou.
Defendeu que o investimento em infraestruturas deve caminhar lado a lado com a simplificação de procedimentos de todas as instituições – públicas e privadas, incluindo ao longo da estrada no processo logístico.




