Jurista sul-africana ganha projecção internacional na defesa dos direitos humanos

A jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay tem um longo percurso na defesa dos direitos humanos, da justiça internacional e da dignidade humana, marcado pela luta contra o apartheid e pelo exercício de funções de destaque em instituições judiciais internacionais.
A sua trajectoria começou na África do Sul do apartheid, onde em 1967 tornou-se na primeira mulher a abrir um escritório de advocacia na então província sul-africana de Natal.
Durante o apartheid, actuou como advogada de defesa de activistas contra o regime, denunciando práticas de tortura e contribuindo para a defesa dos direitos fundamentais dos reclusos na Ilha Robben.
Segundo relata a imprensa internacional, ao longo da sua carreira, ela atuou em diferentes instâncias nacionais e internacionais ligadas a direitos humanos e responsabilização por violência em conflitos.
Entre os cargos mencionados estão o de juíza no Tribunal Penal Internacional para Ruanda, onde exerceu funções durante oito anos, incluindo quatro como presidente e no Tribunal Penal Internacional.
Entre 2008 e 2012, Pillay ocupou o cargo de Alta-Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, consolidando o seu papel na promoção da justiça e na protecção das liberdades fundamentais à escala internacional.
Mais recentemente, presidiu à Comissão Internacional Independente de Inquérito das Nações Unidas sobre o Território Palestino Ocupado.
O seu percurso profissional é marcado pelo compromisso com a responsabilização por violações dos direitos humanos e pelo reforço do direito internacional.
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