Sociedade

ICM reforça compra de milho em Tete para enfrentar efeitos do El Niño

O Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) reforçou a sua intervenção no distrito de Marávia, província de Tete, com a compra directa de milho aos produtores, numa acção destinada a assegurar o escoamento dos excedentes agrícolas e contribuir para o reforço da reserva alimentar do país.

A iniciativa foi acompanhada, esta quarta-feira, 7 de Outubro pelo Director-Geral do ICM, Luís Jobe Fazenda, que se deslocou ao distrito de Marávia, localizado a cerca de 200 quilómetros da cidade de Tete, numa viagem de aproximadamente seis horas, para monitorar as operações de compra de milho directamente junto dos produtores.

Durante a visita, o ICM conseguiu adquirir cerca de 600 sacos de milho, com capacidade de 80 quilogramas cada, numa intervenção que pretende evitar que a produção agrícola permaneça nas machambas por falta de compradores.

A operação enquadra-se na orientação do Governo para que o ICM actue como comprador de último recurso, assegurando que os produtores tenham uma alternativa para escoar a sua produção e que os excedentes possam ser incorporados nas reservas alimentares do país.

Segundo o ICM, a intervenção segue o princípio de estar “pronto a seguir seja para que lado for, pelo tempo que for necessário”, com o propósito de garantir a recolha dos excedentes e fortalecer a disponibilidade de cereais.

As operações de compra estão igualmente a decorrer noutras regiões do país, tendo permitido, até ao momento, a recolha de cerca de um milhão de quilogramas de milho.

A estratégia ganha particular importância face às perspectivas climáticas para a campanha agrícola 2026/2027, que apontam para a influência do fenómeno El Niño e para o risco de redução e irregularidade das chuvas, sobretudo nas regiões Centro e Sul de Moçambique.

Neste contexto, o reforço das reservas de cereais é apontado como uma das medidas para aumentar a capacidade de resposta a eventuais défices de produção e contribuir para a segurança alimentar das populações durante um período marcado por riscos climáticos.

A intervenção em Marávia surge, assim, como parte de uma estratégia nacional de mobilização e conservação dos excedentes agrícolas, procurando proteger o rendimento dos produtores e, simultaneamente, assegurar reservas para fazer face a possíveis impactos da seca associados ao El Niño.

Imagem: ICM

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