Internacional

UE suspende importações de carne da Namíbia devido à febre aftosa

O maior mercado para a carne bovina da Namíbia, a União Europeia, anunciou na segunda-feira a suspensão das importações após um surto de febre aftosa, doença que devastou a Europa há 25 anos.

No mês passado, a Namíbia anunciou seu primeiro surto de febre aftosa em sua principal zona de criação comercial de gado em 60 anos, o que levou a uma proibição nacional da movimentação de animais e das exportações de carne.

“A UE decidiu suspender temporariamente a entrada em seu território de carne fresca de bovinos, ovinos e caprinos…”, anunciou a delegação da EU em comunicado citada pela imprensa internacional.

Segundo o comunicado, a suspensão incluía carne de animais de criação e selvagens com cascos, bem como certos produtos de carne processada.

A carne processada que passou pelo “tratamento de mitigação de riscos mais rigoroso” continuou elegível para entrada, afirmou.

Cerca de 10 milhões de quilos de carne bovina da Namíbia eram exportados anualmente para a Europa, afirmou a embaixadora da UE, Ana Beatriz Martins, citada pela emissora namibiana NMH.
De acordo com a mesma fonte, um quarto dos 40.000 empregos directos envolvidos nas exportações para a Europa seriam afetados pela suspensão.

Durante o último grande surto de febre aftosa na UE, em 2001, mais de seis milhões de animais tiveram que ser abatidos, indica o comunicado da delegação.

A febre aftosa causa febre e bolhas perto do casco e na boca, que impedem os animais de se alimentarem e, às vezes, levam à morte.

A doença atingiu vários países da África Austral, incluindo o Botswana, Eswatini, Lesoto, Moçambique, África do Sul, Zâmbia e Zimbabwe.

Desde que o surto no sul da Namíbia foi declarado em 22 de Setembro, ele se espalhou para 11 fazendas, disseram as autoridades.

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