Sociedade

União Europeia reúne-se com novo governador do Banco de Moçambique para o reforço da cooperação

A União Europeia (UE) fez a sua primeira aproximação formal ao novo governador do Banco de Moçambique (BdM), Felisberto Navalha, num encontro que colocou em cima da mesa o papel do banco central na condução das reformas económicas do País e a continuidade da cooperação entre Moçambique e o bloco europeu.

De acordo com uma publicação da AIM, os Chefes de Missão da União Europeia e dos seus Estados-Membros em Moçambique reuniram-se com novo timoneiro do banco central para o primeiro contacto institucional desde a sua recente nomeação, tendo aproveitado a ocasião para o saudar pela entrada em funções e reafirmar a importância do diálogo com o BdM.

O encontro acontece num período particularmente exigente para a economia moçambicana, colocando sobre a nova liderança do banco central a responsabilidade de contribuir para a estabilidade macroeconómica, reforçar a confiança no sistema financeiro e apoiar a implementação de reformas capazes de estimular um crescimento económico sustentável.

À frente do Banco de Moçambique, Felisberto Navalha terá pela frente a necessidade de conciliar os objectivos de estabilidade de preços, estabilidade financeira e preservação da confiança na moeda nacional com as exigências de uma economia que procura recuperar dinamismo.

A condução da política monetária, a gestão das pressões inflacionistas, a estabilidade do sector financeiro e o fortalecimento da credibilidade das instituições económicas serão alguns dos principais temas a acompanhar durante o seu mandato.

O BdM desempenha, neste contexto, um papel central na arquitectura económica do País. As decisões da instituição têm impacto directo sobre as condições de financiamento da economia, o comportamento do metical, a actividade do sistema bancário e as expectativas de empresas, investidores e consumidores.

A aproximação da União Europeia ao novo governador ocorre num contexto em que o bloco europeu mantém um papel relevante na cooperação económica e institucional com Moçambique.

O encontro permitiu às duas partes abordar as perspectivas de continuidade do diálogo e da cooperação entre o Banco de Moçambique e a equipa da União Europeia, sinalizando a intenção de manter canais de comunicação abertos sobre as reformas económicas em curso.

Segundo a UE, a reunião representa uma oportunidade para alinhar expectativas em torno de uma agenda económica que envolve estabilidade, reformas institucionais, desenvolvimento do sector privado e criação de condições para um crescimento mais inclusivo.

Para Moçambique, a União Europeia constitui um parceiro económico e de desenvolvimento com presença em diferentes áreas da economia. Para o bloco europeu, a estabilidade económica e institucional de Moçambique é igualmente relevante para o aprofundamento das relações bilaterais e para a criação de um ambiente favorável ao investimento e à actividade empresarial.

A reunião entre os representantes europeus e o novo governador do Banco de Moçambique abre, assim, uma nova etapa no relacionamento institucional entre as duas partes.

A continuidade do diálogo poderá ser determinante para acompanhar as reformas económicas, trocar experiências e identificar áreas em que a cooperação europeia possa apoiar os esforços nacionais.

Para o banco central, o desafio será transformar o diálogo institucional em resultados concretos, preservando a autonomia e a credibilidade do banco central enquanto contribui para os objectivos mais amplos de estabilidade e desenvolvimento económico do país.

Para a União Europeia, a aproximação ao novo governador representa a oportunidade de reforçar uma parceria económica que poderá assumir importância crescente à medida que Moçambique procura consolidar as suas reformas, atrair investimento e criar bases mais sólidas para o crescimento.

 

(Foto DR)

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