Ataque de insurgentes devasta investimento de 3,5 milhões de dólares na Reserva do Niassa

A incursão armada atribuída a insurgentes na zona tampão da Reserva Especial do Niassa, especificamente na Coutada de Marangira, resultou na destruição total de um acampamento turístico e de conservação, causando prejuízos estimados em 3,5 milhões de dólares norte-americanos. O projecto, desenvolvido ao longo de mais de uma década pelo empresário e académico Carlos Queiroz no distrito de Marrupa, província de Niassa, foi alvo de vandalismo, saque e incêndio.
A falta de telecomunicações e de vias de acesso regulares à região tem dificultado a avaliação oficial e a confirmação independente da extensão total dos danos materiais e ambientais. Até ao momento, as autoridades e fontes locais continuam a apurar se o ataque provocou deslocados ou afectou directamente as comunidades residentes nas imediações da coutada.
De acordo com a Mozambique Bio que cita fonte mais próxima, o empresário e professor Carlos Queiroz, o sentimento é de total consternação perante a perda de um legado de mais de dez anos dedicado ao ecoturismo e à protecção da biodiversidade local. Organizações ligadas ao sector ambiental, como a Mozambique Bio, têm alertado repetidamente para a vulnerabilidade das zonas de conservação face à expansão da instabilidade na região norte do país.
O episódio acende novos alarmes sobre o impacto da violência armada nos fluxos de investimento privado e nas iniciativas de conservação comunitária. Estes sectores são considerados vitais para a economia da província do Niassa, gerando emprego e promovendo a gestão sustentável dos recursos naturais numa das áreas protegidas mais importantes de Moçambique.
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